quinta-feira, 8 de julho de 2010

Criminoso

Sou como um criminoso
Que reza pelos seus delitos
Desenho círculos no céu
Abro portas aos meus atritos
Alimento-me da tua dor
Nem sempre é fácil cuidar de tudo
Um dia perdi a cor
E o meu solo ficou mudo
Procurei o amor em todos os lugares errados
Nunca foi curta a minha estrada
Nunca dei passos acertados
E de mim não sobrou nada
As cicatrizes que carrego
São tatuagens gravadas no meu corpo
Não adormeço não escorrego
Porque venho de um bom porto
Nada interessa se te magoa
Ou se pagas agora por castigo
A tua alma no silêncio soa
E fugiras para o teu abrigo
Não pises a margem
Porque nada prometo
Não arranjes coragem
Pra invadir um Nasty Ghetto

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