quinta-feira, 18 de setembro de 2008

“ Um próximo firmamento”

A alma respira e a vida não passa
Ninguém volta aquilo que um dia deixou
O choro sufoca quando o corpo carece
E as lágrimas lavam as crenças
A mente pinta o céu
E a chuva molha os meus pés
Não voltarei a casa
E ninguém lembrará minha voz
O sonho foi tardio
E o despertar eterno
A saudade torna-se canção
E a noite resfriou
As promessas foram ocasiões
Os recatos desordens
Pois sempre ilustrei pequenas intuições
Amenizei os meus medos
Mesmo quando tudo se desdobrou controverso
Cai e não levantei
Faltou-me a coragem
Sou demasiado pequeno aqui
O firmamento é um lugar perto
Não precisarei de me despedir
Oxalá a vida te acolha
Deveria ter ficado, eu sei
Mas as certezas enfraqueceram-me
Quando te procurei
E me encontrei partindo.